Minha Vó é um barato
Em comemoração ao dia da avó, convidamos autores de quadrinhos a nos contarem um pouco sobre suas vozinhas.
Dia 26 de julho é dia dela, sabia? E do teu avô também!
De quebra, uma tirinha inédita do Jean.
"Minha avó Doracy, ou simplesmente "vó Dora" é descendente de italianos, sempre gostou de cozinhar, beber cerveja, dar risada. Quando juntava a família era uma gritaria e se ouvia muita piada e muito palavrão, como a família italiana típica. Tem uma história que ela gosta de contar (até hoje!) sobre o dia em que eu nasci. No dia, ela e a irmã, tia Diva, foram esperar o neto nascer num bar em frente à maternidade, bebendo cerveja. Quando souberam que o bebê tinha nascido foram para a maternidade mas a enfermeira disse que o bebê estava dormindo mas ela insistiu e disse que precisava dar um beijo no neto a enfermeira acabou abrindo uma excessão. Então minha avó diz "... e eu dei um beijo com bafo de cerveja na testa dele!". Ela diz isso como se tivesse sido um tipo de batismo.
Fora isso minha avó só parou de dar presente de dia das crianças depois dos meus 24 ou 25 anos...Há um bom tempo ela parou de beber, tá mais comportada, mas quando a gente passa lá aos domingos tem sempre de tudo o que a gente gosta de comer preparado por ela."
Daniel Gisé
"Em 1984, 1985 aconteceram algumas coisas que marcaram o fim da minha infância. Uma delas foi o fato de minha avó vir de Santos para morar com a gente, em Curitiba. Foi quando descobri que ela sofria um quadro grave de esquizofrenia, o que explicou para mim seu comportamento estranho durante as visitas a Santos, que não aconteceriam mais. Não que ela não fosse legal, era gente fina. Em seus raros momentos de lucidez, era possível ter um lampejo da pessoa espirituosa e generosa que ela poderia ter sido."
Guilherme Caldas
Você também tem uma história legal sobre a sua avó? Conta pra gente! Vamos sortear o livro para quem participar. Valendo até sábado!
Quer mais Vó? Por aqui.









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