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Editora Barba Negra na XV Bienal do Livro do Rio de Janeiro

A XV Bienal do Livro do Rio de Janeiro vai até o dia 11 de setembro. Não deixe de conferir o estande Leya/Barba Negra: descontos especiais para a coleção Humor Barato, lançamentos, catálogo completo Barba Negra 2010-2011 e o belo painel com ilustração de Samuel Casal.

No dia 4 de setembro, Daniel Lafayette e Arnaldo Branco vão autografar seus respectivos livros no estande da Livraria Saraiva (14h30). No dia 11, o Café Literário será invadido pelos quadrinhos nacionais: André Dahmer, Lourenço Mutarelli, Rafael Coutinho e Rafael Sica participarão da mesa, que será mediada por Lobo, um dos capitães desse navio.

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Morre Solano López, autor do clássico argentino El Eternauta

Faleceu nesta madrugada, aos 83 anos, um dos maiores quadrinistas argentinos, Francisco Solano López, autor, junto com Hector Germán Oesterheld, da clássica série El Eternauta. Criada no final dos anos 1950, a história escrita por Oesterheld e desenhada por Solano López conta a tomada do planeta por alienígenas a partir do ponto de vista dos sobreviventes em Buenos Aires e é talvez a mais importante história em quadrinhos argentina. A mistura de ficção científica e crítica política – é bom lembrar que a Argentina recém saía da ditadura de Perón, em 1955, e a história começou a ser publicada em 1957, na revista Hora Cero Semanal, onde saiu até 1959 – trata com nuances sutis da invasão d’ Eles, extraterrestres com tecnologia muito superior a nossa, que escravizam e submetem os terráqueos sobreviventes ao seu poder.

El Eternauta ganhou sua primeira edição em livro na década de 1960, mesmo período em que chegou a ter uma releitura, desenhado por outro mestre do traço, Alberto Breccia. Em 1976, a dupla original publicou a continuação da história, vista por muitos como ainda mais politizada. Não são de todo desvalidas as analogias da ditadura que assumiria o poder naquele ano com os que escravizam os sobreviventes. Neste momento, Oesterheld já havia aderido à Juventude Peronista, movimento de resistência ao governo militar. No ano seguinte, seria sequestrado, torturado e morto, assim como suas quatro filhas e dois genros.

“Metáfora alucinante do país arrasado, entregue aos interesses externos e dominados pelo invasor”, como consta da apresentação da edição comemorativa dos 50 anos do personagem, lançada em 2007, El Eternauta deve chegar finalmente ao Brasil este ano. Segundo informa Paulo Ramos, do Blog dos Quadrinhos, o contrato já está assinado desde o ano passado e as duas primeiras partes saem pela Martins Fontes. O editor Evandro Martins Fontes afirmou a Ramos que a edição brasileira será baseada na versão comemorativa acima mencionada, publicada na Espanha, pela Norma Editorial, em formato horizontal, o mesmo em que foi originalmente publicada. A tradução ficou a cargo de Rúbia Pontes e Sérgio Molina.

Solano López – que morou na Europa nos anos 1960, e chegou a morar no Brasil a partir da década de 1980, onde desenhou o álbum ambientado em uma favela carioca, Sangue Bom (2003), com Allan Alex e roteiro de Patati –, é autor de, entre outros, Aguila Negra, Calle Corrientes, Evaristo. A terceira parte da saga, de 1997, foi feita com Pablo Maiztegui (Pol), e se situa antes do período em que o protagonista se encontra com o escritor para quem narra a sua história. No início deste século, em 2001, o desenhista retomou El Eternauta com Pol. Desta vez, com o enredo ambientado 40 anos no futuro, em uma Buenos Aires reconstruída pelos invasores, onde os sobreviventes foram levados a crer que a invasão de outrora havia sido pacífica. Crítica não mais à violência e covardia militar apoiada pelo imperialismo ianque, mas à crescente manipulação das massas, através da alienação midiática e do cassino financeiro internacional a perpetuar a dominação dentro da democracia. Nada mais atual.

Solano López faleceu nesta madrugada de sexta-feira, devido a complicações de uma hemorragia cerebral, causada por uma queda no hospital onde se recuperava de um AVC. Talvez a conhecida frase de seu parceiro Oesterheld seja um bom epitáfio para ambos e uma sugestão para os que vivem nestes turbulentos tempos: “O único herói é o herói em grupo, nunca o herói individual, o herói solitário”.

SOLANO LOPES
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Encruzilhada no Estúdio I

Encruzilhada, de Marcelo D'Salete, é matéria do Estúdio I.

Assista ao vídeo. João Paulo Cuenca apresenta o livro com "pessoas à margem"

Encruzilhada no estúdio I
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Comedores de cérebro

Os meninos da Samba também curtem comedores de cérebros. Além do trabalho que os Gabrieis Goes e Mesquita fizeram para a revista Quebraqueixo, vez ou outra um zumbi surge nos desenhos dos meninos. Esse aí vem do caderno de personagens mantido pelo trio (além dos Gabrieis, o Lucas Gehre completa o grupo). O desenho é do Gabriel Mesquita, gentilmente cedido para a Barba Negra.
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O Brasil na San Diego Comic Con

Começa nesta quinta, 21, e segue até domingo, 24 de julho, a San Diego Comic Con, um dos principais eventos dedicados aos quadrinhos e a cultura pop do planeta, realizada na Califórnia (EUA). E, como vem sendo uma constante nos últimos anos, alguns brasileiros estarão lá, vendendo álbuns independentes, concorrendo a prêmios e exibindo uma mostra de seus trabalhos. Os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá concorrem novamente ao Prêmio Eisner (que homenageia um dos maiores artistas das histórias em quadrinhos, Will Eisner, criador do Spirit), com a aclamada minissérie Daytripper, lançada por lá pela Vertigo e que chega ao Brasil no segundo semestre pela Panini. A dupla já levou o prêmio com a antologia independente 5, parceria com Rafael Grampá, Becky Cloonan e Vasilis Lolos, com a série limitada The Umbrella Academy, parceria entre Bá e Gerard Way, e com a digital comic Sugarshock, de Moon e Joss Whedon, todas em 2007. O quadrinista Rafael Albuquerque também concorre ao Eisner pela série Vampiro Americano (Vertigo), feita em parceria com Scott Snyder e Stephen King.

Além deles, estarão no mesmo estande Gustavo Duarte e Marcelo Braga, ambos lançando novos trabalhos por lá. Duarte, que publicou de forma independente as HQs sem diálogos e Taxi leva na bagagem agora Birds, que traz igualmente a narrativa sem balões e palavras. Já Braga lança, também de maneira independente, seu primeiro sketchbook, ou livro de esboços e rascunhos, o Diburros Sketchbook 2011, que leva o nome de seu site. “Tem o mesmo de sempre, um monte de desenhos, rabiscos e ideias feitas durante o almoço, esperando o dentista ou entre um trabalho e outro. São 52 páginas, 35 inéditas pelo menos”, escreveu em seu site. Depois, ambos lançam os álbuns por aqui, ainda sem data marcada.

san diego brazuca
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G.I. Joes e zumbis

Simon Gesrel e Xavier Ehretsmann realizaram esse curta de animação impressionante com a música de seu grupo favorito. O resultado final acabou se tornando o clipe oficial de Zombie Zombie, do duo Etienne Jaumet e Cosmic Neuman e uma bela homenagem ao imaginário de John Carpenter.

O vídeo ainda ganhou prêmio do festival de Sèvres, na França, dedicado aos clipes independentes.

Assista aqui.

Dica da Talitha Magalhães.

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Folhetins em quadrinhos

Zumbis, um palhaço triste, as alegrias e melancolias da adolescência, um robô-vitrola e um viajante no tempo. São estes os protagonistas dos cinco folhetins em quadrinhos que o portal IG Jovem começou a publicar nesta semana e promete soltar um capítulo inédito por semana de cada autor. As histórias foram criadas especialmente para o portal.

Todos os autores são da nova geração de quadrinistas brasileiros, que começaram a publicar na última década. São eles Rafael Coutinho, autor de um dos mais instigantes álbuns lançados no ano passado, Cachalote (Quadrinhos na Cia.), em parceria com o escritor Daniel Galera, e de Drink, quadrinho etílico e sem diálogos, que inaugurou o Projeto MIL, parceria da Barba Negra e do Selo Cachalote, de Coutinho (que lançou recentemente a Narval Comix, onde vende quadrinhos, pôsteres, toy art, camisetas etc.); Rafael Sica, autor de tirinhas silenciosas e ao mesmo tempo líricas e profundas, reunidas recentemente em Ordinário (Quadrinhos na Cia.); Raphael Salimena, ilustrador e quadrinista com trabalhos publicadas nas revistas Mad e Sexy, entre outras; Eduardo Medeiros, autor das série Mondo Urbano (Devir), junto com Rafael Albuquerque e Mateus Santolouco, editada em livro aqui e nos EUA, e que desenhou o Homem-Aranha para a série Strange Tales, da Marvel; e Rafael Albaquerque, que ilustra a série Vampiro americano, escrita pro Stephen King e Scott Snyder, além de ser coautor de Mondo Urbano.

A iniciativa vai contar também com o quadrinista Rafael Grampá, autor de Mesmo Delivery (Desiderata), que estreia nesta sexta, 1. de julho, com colunas desenhadas.

Conheça o mundo dominado pelos Zumbis, de Salimena; o palhaço triste de Sica, as agruras adolescentes de Coutinho, a viagem no tempo de Albuquerque e o robô-vitrola de Medeiros: http://quadrinhos.ig.com.br/

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Mais Piratas

O beleléu Tiago Elcerdo também anda brincando de pirata. Mas na verdade, na verdade, verdadeiros piratas somos nós.

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O Mágico de Oz é anti-homofobia

Quem diria, O Mágico de Oz tem tudo a ver com o Orgulho Gay, celebrado no próximo 28 de junho... Começando pela atriz Judy Garland, eternizada como a menina que buscava um lugar além do arco-íris, onde pudesse ser aceita como ela é. Ícone do movimento LGBT, sua voz eternizou Over The Rainbow, hino das paradas gays. Não é à toa que a bandeira arco-íris é assim.

“Amigo de Dorothy” foi um código utilizado entre militares americanos gays. Imaginem a decepção da patrulha homofóbica quando não conseguiram encontrar a tal mulher que tinha tantos amigos in the navy...

Em 28 de junho de 1969, muita gente nas ruas acompanhava o funeral de Judy Garland, quando a polícia quis prender frequentadores de um bar gay em Nova York. Até o amanhecer, mais de 4 mil se revoltaram pelo direito de ser feliz e botando pra correr a bruxa má do West Village, quer dizer, a polícia.

Nosso pirata colunista convidado de hoje é o Capitão Pissgums, líder dos Piratas Pervertidos criados por S. Clay Wilson para a mítica revista Zap, em 1968.

Leia mais sobre O Mágico de Oz, no Web Pop Book.

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Piratas atacam Angoulême

Yo-ho-ho. Vez ou outra, o mundo dos quadrinhos é invadido por piratas, corsários e bucaneiros. E agora, não teve jeito: Angoulême, a cidade internacional dos quadrinhos, hasteou a Jolly Roger e se transformou seu museu em uma grande ilha dos piratas.

A Cidade Internacional dos Quadrinhos abre suas portas para uma grande exposição dedicada ao imaginário da pirataria reproduzido em quadrinhos, desde os clássicos, como o Barba Ruiva de Charlier e Victor Hubinon ou Hawks of the Seas de Will Eisner, passando pelas adaptações literárias, como A Ilha do Tesouro por Hugo Pratt, até chegar aos nossos dias, com Isaac o Pirata de Christophe Blain e O Pequeno Pirata de David B., livro que a Barba Negra lançará em breve.

Além da exposição, há uma extensa programação de filmes, caça ao tesouro, atividades pedagógicas, oficinas de quadrinhos e de… culinária pirata (!), um minicurso para criar o seu bolo-baú do tesouro. Além da exposição, o site oferece um dossiê sobre o tema, para ler e ouvir.

A exposição vai até outubro para os mais corajosos. Angoulême, conhecida pelo seu festival internacional anual, vem investindo cada vez mais em exposições ao longo do ano, tornando-se um destino turístico permanente para os fãs de quadrinhos.

piratas em quadrinhos
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